17 de Julho de 2009

Coloque a mão direita no peito...

Simijei de rir quando fui abrir outra conta no Orkut e recebi essa orientação:

Softporn

Pornografia sutil:

DIGITALGIRLY - Natacha Merrit

(indicação do Ramadinha)

10 de Julho de 2009

Into the wild


Ana subiu o caminho para o Templo de Vidro e encontrou Sam Buddha varrendo o chão do lugar. Ele estivera meditando lá no alto desde manhã, buscando respostas para suas dúvidas internas. Ana fugiu da sala de aula para aproveitar o dia assim que teve um insight durante a aula. Ana entrou no Templo ofegante e, sem dizer uma palavra, deu um abraço bem apertado no amigo.

- Eu estou todo suado, Ana! Você veio correndo?
Ainda sem dizer nada, Ana saiu e deitou na grama em savasana, de olhos fechados, respirando fundo. Sentia seu corpo fundir-se com o chão, era como se fizesse parte da terra. Como se fossem uma coisa só. Ana sabia que eram uma coisa só. Tudo era expressão da Consciência Suprema. Ficou assim durante alguns minutos, entre o êxtase e o relaxamento, até que resolveu se levantar.
- E aí, já encontrou a sua resposta?
- Já, eu vou ficar mais um tempo aqui.
- Então fique aqui inteiro. Aproveite tudo o que puder. Vamos tomar um banho de cachoeira?
- Vamos!
- Mas não vamos pela estrada não, vamos seguir aqui pelo mato mesmo.
- Como? Não tem caminho nenhum aqui!
- A gente faz o nosso caminho, Sam Buddha!
- Mas pode aparecer uma cobra!
- E qual é a pior coisa que pode acontecer?
- Ela te picar e você morrer, ué!
- Não tem problema. Aí eu me encontro logo com Brahma!
- Tá louca?
- Eu sei que eu não vou morrer hoje. Você acha que é seu dia?
- Não, acho que não.
- Então pronto. A gente tem que transcender esse medo da morte. Se livrar do dharma animal. Eu vou na frente.
- Mas você está de sandálias e vestido!
- Ótimo! Assim, se aparecer uma cobra, ela me morde primeiro.
Ana saiu andando no meio do capim alto e logo depois Sam Buddha foi atrás.
O mato estava meio pisado, como se alguém já tivesse forçado um caminho por ali. Havia montes de bosta de vaca no caminho e Ana vez por outra se abaixava e olhava de perto, procurando por cogumelos.
Após andar um pouco, avistaram alguma pessoas cortando cana-de-açucar a alguns metros de onde estavam. Seguiram em frente. Sam Buddha reclamou que seu cabelo e suas roupas estavam cheias de carrapicho. Ana mostrou que seu cabelo também estava cheio de bolotinhas espetadas no seu cabelo.
- Vamos, depois você tira isso.
Em determinado ponto, o caminho se bifurcava. Decidiram pegar a trilha que seguia para cima. Andaram mais um pouco e descobriram que o caminho de baixo levava a uma estradinha plana de terra. O mato estava cada vez mais denso e estava ficando difícil de transpor os obstáculos. Resolveram descer o barranco, que tinha uns dois metros de altura, com a ajuda de uma árvore. Desta vez, Sam Buddha resolveu ir na frente.
Segurando nos galhos, começou a abrir caminho para baixo. Acabou pisando em falso e rolou pela terra abaixo. Depois de dar um grito, caiu gargalhando. Depois de se certificar de que Sam Buddha não havia se machucado na queda, Ana desceu habilidosamente a ribanceira.
Andaram tranquilamente pelo caminho plano até encontrar uma cerca de arame farmado, que Ana prontamente atravessou. Ajudou Sam Buddha, evitando que ele se arranhasse na cerca. Depois de alguns minutos, ouviram barulho de água se aproximando.
Saíram correndo e se depararam com um cenário lindo: uma montanha bem verde, com um campo de eucaliptos no topo.
- A gente vai ter que voltar aqui! Quero tirar fotos deste lugar!
A água da cachoeira, na verdade, estava encanada. Apenas um fiozinho tímido escorria por cima das pedras, formando uma bonita queda, mas insuficiente para se banhar.
Resolveram margear o rio, seguindo pelo caminho bucólico, enquanto cantavam "The hills are alive with the sound of music".
Encontraram um grande osso e Sam Buddha disse que parecia um fêmur humano. Ana disse que era grande demais para ser humano. Aquele devia ser um osso de vaca.
Mais à frente, avistaram uma casa. Ana sugeriu que evitassem o campo aberto, temendo uma repressão por parte dos proprietários do terreno, caso fossem vistos andando na propriedade alheia.
Tentaram seguir por um caminho mais próximo ao rio e encontraram mais ossos. Dessa vez, vértebras e um pedaço de bacia.
- Ana, parece que a gente tá num filme de terror! Quanto osso!
- Deixa de bobagem! É tudo osso de vaca!
- A vaca saiu por aí deixando seus ossos espalhados pelo campo?
- Claro que não! Ela morreu e algum animal destroçou o defunto para comer e deixou os ossos separados!
- Vamos ver se a gente acha a caveira então.
Acharam duas caveiras, ambas de vaca.
O caminho mais próximo ao rio se mostrou impraticável. A terra estava molhada e o terreno era muito inclinada. Não conseguiram descer se agarrando aos cipós e raízes. Voltaram ao caminho antigo. Chegando mais perto, descobriram que a casinha era desabitada. Ela não tinha teto nem portas e havia mato crescido em seu interior.
- Queria ter trazido a minha câmera... Promete que a gente vai voltar aqui?
- Claro! Eu também vou trazer a minha!
Continuaram andando e encontraram o rio novamente. Mas ele corria para o lado oposto ao que, pela lógica, deveria estar correndo.
- Agora sim eu tô achando estranho. Será que a gente morreu e veio pro paraíso? Será que alguma cobra picou a gente ou batemos a cabeça durante a queda?
Resolveram não questionar muito aquele mistério e seguiram o curso do rio, caminhando sobre as pedras cobertas de musgo. Descalços, sentiam a energia da natureza inundando seus corpos. Estavam tão conectados com o rio, a terra e as plantas, que pulavam habilidosamente de uma pedra para a outra. Em alguns pontos, a água se escondia por baixo de uma pedra e reaparecia do outro lado. Pararam para descansar por alguns segundos, ouvindo aquele barulho relaxante. Sam Buddha estava maravilhado com a beleza do lugar. Nunca tinha visto nada parecido e estava radiante com a avetura selvagem.
Seguiram até o ponto onde não haviam mais pedras e tiveram que andar dentro do riacho, com a água chegando na altura das canelas. Mais pra frente, o funco começou a ficar lamacento e suas pernas afundaram até os joelhos no lodo.
- EEEECAAAA!
Sam Buddha estava achando o contato com a natureza intenso demais e Ana ria, dizendo que ele deveria deixar de ser tão fresco.
Em um certo ponto, Ana sugeriu que voltassem a andar na trilha, pois achava que já estavam chegando na parte da cachoeira que ficava perto da estrada.
Sam Buddha ficou encantado com uma trilha de formigonas que carregavam pedaços enormes de folha verde, andando em fila. Ana achou uma garrafa velha jogada no meio da trilha e pressentiu a aproximação da civilização.
Quando avistou a conhecida cachoeira, deu gritos e pulos de alegria. Sam Buddha chegou logo depois e os dois se abraçavam e pulavam extasiados.
Ana tirou o vestido e entrou de biquini na água, enquanto Sam Buddha reclamava que não tinha se preparado para tomar banho de cachoeira e teria que ficar só de cueca para mergulhar.
Ana logo se acostumou à temperatura gelada da água, enquanto o amigo entrava devagar, tremendo de frio.
Jogou um pouco de água em Ana, que revidou jogando muito mais água em cima dele e começaram uma guerrinha de água gelada. Logo se acostumaram de vez e mergulharam na piscina natural, curtindo a energia revigorante da água banhando seus corpos.
Saíram da água e Sam Buddha pediu para Ana olhar para o outro lado, enquanto ele trocava de roupa.
Voltaram para a fazenda atrasados para o almoço, mas revitalizados e muito mais felizes do que haviam saído do Templo. A perfeição daquele momento ficaria gravado eternamente em suas memórias.





3 de Julho de 2009

Made in USSR


Desde que eu comecei a fazer o curso de fotografia no Atelie da Imagem, passei a ficar mais fissurada por fotografia do que eu já era. Como o meu equipamento super-amador não era qualificado para as fotos super-fodásticas que eu pretendo tirar, acabei comprando uma nova (depois eu conto a saga completa). Lembrei que, quando eu era criança, meu pai tinha uma câmera que eu achava linda, cheia daquelas "coisinhas" que giravam na lente e eu era louca pra aprender a mexer naquele treco. Fui perguntar ao meu pai se ele ainda tinha aquela relíquia, mas ele se desfez dela há alguns anos. Outro dia, fui na casa da minha vó e comentei com ela. Ela me disse que tinha umas câmeras velhas guardadas que ela nem sabia se funcionavam ainda. Duas eram daquelas câmeras "normais", sem aquelas "coisinhas que giravam". E a outra era essa aqui:


Fiquei super animada assim que vi essa coisinha fofa, cheia de letrinhas que eu não entendo, made in USSR. O pequeno problema é que eu não consegui localizar o obturador da dita cuja. Ainda não levei pra consertar. Mas tive a idéia de tentar fazer umas fotos com ela assim mesmo. Oras, se o obturador serve pra deixar passar a luz para gravar no filme durante o tempo em que ele abre e fecha, tive uma solução criativa: usaria um "obturador gambiarra", tirando a tampinha da lente e colocando de novo depois que passasse o tempo que eu achava ideal.
Mandei revelar hoje. Quando falei no laboratório que era pra revelar tudo e não era pra fazer nenhum ajuste, o cara falou que eu "me garanto muito" pra não deixar ajustar as fotos ¬¬.
E ficou na dúvida se era pra revelar aquelas fotos "esquisitas e borradas". É Arte Experimental, querido, beijos!
O resultado ficou interessante:
fica muito mais bonito ver tudo junto

Bem, decidi que não vou mandar consertar. Vou fazer mais experiências com ela, que eu achei muito bacana :)

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Tô partindo às 7 da manhã pra Juiz de Fora! Quinta tô de volta!

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Tô botando minhas fotinhos no Flickr, quem quiser dar uma olhada, é só clicar: flickr.com/putaqpaliu


1 de Julho de 2009

Desligue a TV e vá ler um blog!



Não gosto de TV. Simples assim: o conteúdo que ela me apresenta não é o tipo de conteúdo que eu quero consumir. Acho que a TV tá cheia de programas destinados a moldar o comportamento e os hábitos da população, estimulando o consumismo e esteriotipando segmentos. É o meio que mais "educa" neste país, já que em quase toda casa tem, pelo menos, uma TV. Impõe suas doutrinas e, consequentemente, induz as pessoas a serem todas iguais. Claro, quando se conhece seu povo, quando se manipula suas vidas, através de "lavagem cerebral disfarçada de entretenimento", fica bem mais fácil. Temos aí como um exemplo as modas que as novelas lançam. É uma maquininha de fazer dinheiro!


Vamos falar de notícias. Que notícia é relevante para mim? O que eu busco saber acerca do que está acontecendo no mundo que, de fato, vai me agregar algum conhecimento útil? O acidente de carro que matou três pessoas sei lá em qual cidade? A cobertura ao vivo de um sequestro violento e revoltante? Será que eu só quero ver desgraça? Por que não falar sobre programas sociais, ambientais e culturais que estão sendo realizados em outra parte do mundo e sobre como estes programas estão transformando aquela sociedade?
Será que a desgraça alheia traz uma sensação de alívio por estarmos vivos e não sermos nós ou pessoas queridas os protagonistas daquele terror? Será que não vivemos nossas próprias desgraças e isso já nos basta?

Será que não seria mais interessante instigar o pensamento coletivo para produzir idéias de prevenir e remediar o impacto de desgraças inevitáveis - as nossas próprias e as alheias? Será que não seria melhor se parássemos de produzir desgraças?
Será que o medo - da morte, da vida, da dor, da fome, da crise - não nos torna mais acuados, mais conformados, mais egoístas, mais alienados? E será que este medo também não serve como arma para que não questionemos o que acontece no mundo ao nosso redor?
Será que o mundo não seria um lugar melhor se todos se preocupassem em cuidar de si mesmos e uns dos outros, ao invés de encarar a vida como uma competição, onde alguém sempre tem que lucrar a qualquer custo? Será que o lucro é realmente uma coisa tão boa assim? Não seria muito mais interessante promover o acesso a produtos, serviços e conhecimentos através da troca entre as pessoas?

Sim, eu sou adepta do escambo. Não acredito que o dinheiro deva reger todas as relações - seja pessoal, profissional ou comercial.

Acredito muito mais no amor. Acredito que o amor ensina e transforma. E o valor da moeda do amor pode trazer muito mais benefícios do que a moeda do lucro e da ganância (aqueles pedaços de papel, metal e impulsos elétricos).

Eu acredito num mundo sem sistemas econômicos, políticos e sociais tão desiguais. E acredito que esse mundo deve ser construído por nossas próprias mãos. Todos nós - velhos, jovens, homens, mulheres - podemos fazer um pouquinho para mudar o mundo. Através de pequenas ações locais, podemos provocar grandes mudanças globais. Mas precisamos decidir que rumo queremos tomar. E decidir coletivamente, de forma que não fique ninguém fique sobrecarregado, como é atualmente.

Sempre gostei de ler e acredito que isso tenha ampliado meus horizontes, estimulado o meu pensamento crítico e expandido a minha consciência. A possibilidade de "entrar na cabeça" de um sujeito, descobrir sua forma de ver o mundo, aprender com ele e assimilar conhecimentos úteis para a sua vida. A TV não me ensina tanto assim. Por isso, prefiro ler um livro, um blog, conversar com um amigo, do que ficar na frente da TV.

De tal forma que, mesmo nos momentos em que me permito sentar no sofá para entregar alguns minutos da minha vida àquela caixinha "do mal", não faço de forma passiva, absorvendo todas as doutrinas que a caixa prega. Meu cérebro está sempre raciocinando, fazendo associações, considerações e chegando a conclusões próprias. Este processo, infelizmente, só é utilizado por pouquíssimas pessoas.

A grande maioria chega cansada em casa, após um longo e cansativo dia de trabalho e se prostra diante da caixa, sem barreiras e sem filtros, bebendo diretamente daquela potencial fonte de conhecimento, informação e entretenimento. Acaba aceitando todas as regras que a caixa impõe para o jogo da nossa vida e obedecendo cegamente todas as suas ordens. Compre! Consuma! Desperdice! Descarte! Trabalhe! Produza! Seja "alguém na vida"! Gaste! Parcele em 12 vezes!
Ordens e mais ordens, entrando em nossos cérebros de maneira sorrateira e ficando ali esquecidos até surgir a oportunidade de entrarem em ação e cumprirem seu papel! Compre! Beba! Tenha! Esbanje! Se você não é, finja! Não vista-se de acordo com o cargo que você tem, e sim com o cargo que você quer ocupar!

Dá licença, mas eu sou livre. Consigo pensar sozinha e fazer minhas próprias escolhas, tomar minhas próprias decisões. Não preciso que ninguém mande na minha vida.
Busco informação onde eu quiser! Escolho as fontes em que acho que posso confiar. Não preciso de intermediários, de manipuladores de opinião, de anunciantes compradores de pauta, de gente decidindo como eu devo pensar.

Leio livros, revistas, blogs, ouço músicas de qualidade, converso com amigos, colegas, conhecidos, passantes, com a velhinha que senta do meu lado no ônibus. Ensino e aprendo com cada pessoa que passa em minha vida. Troco idéia com todo mundo que se dispõe a me ouvir e a se expressar. Discordo, convenço, mudo de opinião, critico, provoco, concordo, aprecio, admiro, encanto e semeio. Mudo o mundo, fazendo a minha parte. Penso, logo existo.

28 de Junho de 2009

baie dankie!


[ PUTAQPALIU! ]

mande sua foto para:

Layana@gmail.com

Fotos da Kaballah RJ 27/06/09 @ Haras dos Anjos - Santo Aleixo

Em breve, no Flickr:

flickr.com/photos/putaqpaliu


* Sobre o Conto de Carnaval, ainda não escrevi o desfecho pois o Acaso está se encarregando disto ;D


26 de Junho de 2009

Foda-se Lifestyle



Eu e a Jo estamos criando um blog coletivo, o CTRL + ALT + FODA-SE!

A gente ainda num sabe bem o que vai sair disso. A gente só sabe que o potencial é absurdo e as possibilidades, infinitas.

Já começamos a produzir o Manifesto do Foda-se, trazendo o Foda-se como Ferramenta Libertadora da Mente Humana. O objetivo é mostrar pras pessoas os grandes benefícios que o Foda-se pode trazer pras nossas vidas. A quebra de paradigmas, de condições impostas a todos nós, que nos agridem diariamente, trazendo milhares de pré-ocupações. As propriedades terapêuticas e curativas do Foda-se. A busca pelo bem-estar e pelo equilíbrio através da meditação, entoando cânticos de Foda-se Pacificador.

Mas não um Foda-se egoísta. Um Foda-se voltado para o Bem Universal. Um Foda-se cheio de Amor & Paz. Para viver o Foda-se Lifestyle e contaminar o mundo todo com sua Luz!

Foda-se não é religião, não é seita, não é adestramento. Nós pregamos a Libertação e a Felicidade Plena através de pequenos atos cotidianos que subvertam a normalidade. Nós não queremos o seu dinheiro! Nós queremos as suas idéias, sua vontade de viver plenamente feliz, sua Luz! Através de pequenos atos de expansão de consciência, conseguimos nos libertar dos grilhões da Ditadura Econômica e Censura Ideologica (que estão aí, mas ninguem vê) e encontramos o nosso Foda-se Interior. A expressão primitiva do Foda-se através de uma luz pura e radiante!

Mas, como eu acho sujo e hipócrita pregar uma coisa e viver outra, dizendo o que é melhor para os outros sem vivenciar seus próprios ensinamentos, vou ligar o Foda-se eu mesma primeiro. Pra não ficar com aquela cara de mais um livro de auto ajuda barato, que não ensina nada de verdade, vou fazer um Manifesto do Foda-se AutoBiográfico (ligando o Foda-se para as regras ortográficas, propositalmente, claro!). E vou mostrar a minha própria experiência como praticante do Foda-se Lifestyle (sei lá, vai que isso mata, né? algum idiota tem q testar antes, porque não eu?). Se der certo comigo, serei o exemplo vivo de que a Teoria da Libertação pelo Foda-se nos conduzirá à Salvação!

Mas pra isso, eu preciso Viver o Foda-se. Só posso falar com propriedade das coisas que vivo e sinto. Não viso pregar a minha verdade como Única e Absoluta, mas quero mostrar a minha verdade alternativa como fonte de inspiração para que as pessoas construam suas próprias verdades. É assim que eu acredito que deve ser a construção do conhecimento: coletiva. Com cada um contribuindo com suas experiências, idéias, devaneios, filosofias contemplativas... E cada pessoa absorvendo aquilo que interessar.

Por isso, eu estou ligando o Foda-se para todas as convenções que me pregaram até hoje. Estou ligando o Foda-se para o emprego e para a empresa. Me desvirtuei tanto do meu caminho das Artes & Cultura, do livre pensamento e da livre expressão, me deixei levar tanto pelas idéias do que outras pessoas me fizeram acreditar sendo ideal, que acabei numa encruzilhada. Fica proutro dia a história do porquê eu resolvi fazer faculdade de Administração e como eu fui parar numa grande empresa distribuidora de petróleo, senão eu me alongo. O que importa é: eu não nasci pra ficar das oito-da-manhã às cinco-da-tarde com uma-hora-de-almoço, sem ver o sol, num ambiente fechado, de concreto e vidro e plástico, com o ar condicionado no talo, sentada na frente de um computador com acesso bloqueado a todos os sites que possam me fazer comunicar com o mundo exterior, fazendo um trabalho operacional que não me permite exercitar minha criatividade, expressar minhas idéias, questionar os modelos impostos... Desculpa, não dá. Eu sou subversiva, minimalista, questionadora, criativa, agitadora, agregadora, libertadora, anarquista, artista! Tendo que conter meus modos, sem poder almoçar com que eu bem entenda (se quiser "crescer" na empresa), tendo que usar uma máscara de alguém muito diferente do que eu sou por dentro toooodooo santo dia, pra ganhar dinheiro?
Pra muita gente funciona, mas eu não nasci pra isso, beijos.

É por isso que eu estou adotando o Foda-se Lifestyle. Vou experimentar pra ver se é tão bom quanto dizem. Esquecer as pré-ocupações, viver no presente, aprendendo com o passado e fazendo planos para o futuro - um futuro que eu também ajudo a construir.

Então, queridos leitores, amigos, desconhecidos, passantes ocasionais, estarei ausente durante um tempo. Vou me isolar do mundo. Estou partindo para um retiro espiritual. Caso queiram comunicar-se, mandar mensagens de incentivo, idéias, bons fluidos, energias vibrantes coloridas, podem se manifestar livremente e também nos comentários, e-mail, orkut, msn, flickr, facebook, myspace, twitter, stumble, correios, sms, o que sua imaginação permitir. Vou estar com o celular desligado e sem acesso fácil à internet. Então, vou demorar um tempo pra responder as mensagens, mas vou responder tudo! E vou dividir com vocês em breves relatos como será esta minha experiência libertadora, essa minha busca pelo Foda-se Interior.

Desde já, convido todas as pessoas ao meu redor a partilharem com o mundo suas próprias experiências de libertação através do Foda-se. Convido todos a pensarmos juntos em ações de Subversão do Cotidiano e Foda-se Coletivo. E, caso todo mundo goste da idéia, podemos instituir o Dia do Foda-se! Fazer Manifestações Públicas em prol do Foda-se Maior!! Tendo o Foda-se Lifestyle como principal Fonte de Inspiração e Guia Supremo.

Pra encerrar, deixo como símbolo da Libertação através do Foda-se, uma imagem representativa através da expressão da arte de desenhar sobre a pele humana (também conhecida como minha mais nova tatuagem, lindamente desenhada pelo tatuador Camilo Sanches)



ps: ainda to aprendendo a mexer no wordpress pra migrar o blog pra lá. quem já tiver umas manhas e quiser dar uma forcinha, será super bem vindo!
ps²: quem se identificar com a causa do Foda-se Lifestyle e quiser contribuir com idéias para o layout do blog, também será super bem vindo! deu pra perceber que o obvetivo é agregar, né?
ps³: jo, pode usar os trechos que achar interessantes para botar no blog. e os historicos do msn tb. mas use o bom senso!! quer saber? use não. ligue o foda-se e seja feliz \o/
ps4: fiz logo um meadiciona, pra facilitar as coisas! ;D

. . .

"Quem não quiser ouvir, que tape os ouvidos. A minha boca eu não calo."